Eleições

Os nomes que já aparecem no cenário para 2026

Nas disputas internas e nas negociações para fechar alianças, partidos ventilam as alternativas que consideram com maiores chances de conquistar o Piratini

Nomes já começam a ser cotados para as eleições de 2026
Nomes já começam a ser cotados para as eleições de 2026 Foto : Antonio Augusto / TSE / CP Memória

Os partidos ventilam as alternativas que consideram com maiores chances de conquistar o Palácio Piratini em 2026. A seguir, os nomes que já aparecem no cenário.

Alceu Moreira, deputado federal do MDB | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP

Alceu Moreira (MDB)

O deputado federal não desistiu do sonho de disputar o governo do Estado. Ele pleiteou a indicação interna em 2022, e se transformou em um dos protagonistas do racha interno cujo centro era o dilema entre a candidatura própria ou a composição com uma chapa liderada pelo PSDB. A segunda opção ganhou. Alceu é considerado um nome forte não apenas no Litoral, sua região, mas também no interior do Estado, com projeção calcada em sua ligação com o agronegócio. Que ele vem expandindo, com um discurso voltado também para pequenos produtores e agricultores familiares identificados ideologicamente com a direita e a centro-direita. Se obter a indicação, o arco de alianças tende a se alterar.

Edegar Pretto, do PT, atual presidente da Conab | Foto: Guerreiro / Divulgação / CP

Edegar Pretto (PT)

O presidente da Conab é considerado no PT gaúcho o candidato natural para a corrida ao governo em 2026. Pelo desempenho surpreendente no primeiro turno da eleição de 2022 para o Piratini, por ter densidade equilibrada tanto na Capital como no contexto do Estado, por ser considerado da ‘nova geração’, e pela posição no governo federal. Pesa bastante sua vinculação com agricultores familiares, pequenos e médios. E os laços estabelecidos com os grandes a partir da Conab, já que é conhecida a necessidade do partido de aumentar sua inserção junto ao setor primário e o agronegócio. Pretto foi a liderança petista mais presente ao lado da candidata Maria do Rosário na disputa pela prefeitura da Capital que terminou no domingo.

Gabriel Souza, do MDB, vice-governador do Estado | Foto: Rodrigo Ziebell / GVG / CP

Gabriel Souza (MDB)

O vice-governador constrói a candidatura desde a eleição passada, quando também foi um dos protagonistas do racha interno. Por isto é apontado como o candidato natural. Também tem sua base no Litoral, mas expandiu gradativamente sua área de influência. O cargo lhe garante visibilidade e considerável poder decisório. No partido, segue com influência na ocupação de espaços dentro da estrutura de movimentos e entre lideranças mais jovens. Pretende se apresentar como o sucessor de Eduardo Leite (PSDB), com o apoio do governador. Mas vai enfrentar dificuldades com a manutenção da aliança. Não há garantia de que o PP permaneça nela. E o futuro com o PSDB é incerto caso Leite de fato deixe o ninho tucano.

Luciano Zucco, do PL, deputado federal | Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados / CP

Luciano Zucco (PL)

A definição do deputado federal como pré-candidato ao governo do PL estava posta até o primeiro semestre deste ano. O parlamentar era saudado como ‘futuro governador’ em eventos da legenda, e até de aliados. Articulações nacionais e locais, porém, determinaram uma correção de rota. O ingresso na corrida ao Piratini não é descartado. Mas, no cenário atual, é mais provável que dispute o Senado. A adaptação ocorre em função do plano capitaneado por Bolsonaro e outras lideranças de direita, de formar uma maioria ‘absoluta’ na câmara alta do Legislativo, de modo a garantir a aprovação de pautas polêmicas que lhe são caras. A nível local, o PL foi avisado que a antecipação de nomes atrapalha as alianças.

Onyx Lorenzoni, do PL, ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro | Foto: José Dias / PR / CP

Onyx Lorenzoni (PL)

Longe dos holofotes desde a derrota no segundo turno das eleições de 2022, o ex-ministro mantém o propósito de concorrer ao governo. É cogitado ainda como alternativa para vice em uma composição. Na campanha às eleições municipais deste ano, fez roteiros pelo RS para apoiar candidatos, não necessariamente do PL, em cerca de 100 cidades. Em algumas delas, seu partido tinha inclusive outro nome na corrida, o que gerou alguns dissabores sem maiores repercussões até o momento. Depois de 2022, optou por residir temporariamente na Europa, em um afastamento estratégico, para evitar desgastes de imagem e disputas internas antecipadas. A ideia é retornar ao RS na metade de 2025 e dar início às tratativas da candidatura.

Paulo Pimenta, do PT, atual ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo federal | Foto: Lucas Leffa / Divulgação / CP

Paulo Pimenta (PT)

O ministro é a primeira opção do PT gaúcho para o Senado, e a que deve se concretizar, porque a legenda também se prepara para fazer o maior número de cadeiras possíveis na câmara alta e contrapor a estratégia do campo da direita. De público, contudo, seu nome segue sendo ventilado também para o Executivo do Estado, como uma forma de manter o jogo em aberto e não queimar alternativas. Conta o fato de ter sido nomeado, provisoriamente, ministro extraordinário de Apoio à Reconstrução do RS, durante os meses mais críticos de enfrentamento às consequências da tragédia climática. Com o cargo, acentuou sua presença em solo gaúcho e fortaleceu o papel de interlocutor de prefeituras e setores empresariais junto ao governo federal.

Sebastião Melo, prefeito reeleito de Porto Alegre pelo MDB | Foto: Camila Cunha

Sebastião Melo (MDB)

A reeleição na Capital deixou Melo em condições de pleitear um antigo sonho: a indicação para o governo em 2026. O jogo, porém, é arriscado e está aberto. Porque aprofunda a guerra no MDB. Porque outros já tentaram este movimento a partir de Porto Alegre e acabaram sem mandato nenhum. Porque Melo precisaria expandir seus bons números para o RS. Porque seus índices de aprovação daqui a um ano são uma incógnita, principalmente se ocorrerem novos eventos climáticos. E porque ele vai precisar medir antes o impacto de deixar a prefeitura com uma estreante em mandatos que é de outro partido, o PL. Se conseguir mesmo entrar na corrida, o PL tende a ser a principal alternativa para composição.

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