O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, concedeu nesta quinta-feira prazo de 24 horas para Meta apresentar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro atendeu ao pedido protocolado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que alega que há indícios de que as redes operadas pela Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade entregue ao TSE para garantir a integridade do processo eleitoral.
Como presidente do TSE, Nunes Marques é responsável por acompanhar o cumprimento dos deveres assumidos pelas plataformas. A resolução que atribuiu ao ministro esse papel foi aprovada neste ano. Segundo o ministro, o objetivo do procedimento é permitir o confronto entre o plano de conformidade entregue à Justiça Eleitoral e as medidas efetivamente adotadas.
- Campanha de Flávio diz que enviará novo relatório ao TSE sobre canal “Exército do Lula”
- Meta enfrenta ação coletiva na Austrália por danos a crianças
- Lula pede ao TSE cassação e inelegibilidade de Flávio por 8 anos por falta de isonomia da Meta
Pedidos ao TSE
A campanha de Flávio também reclamou ao TSE que o canal orientou seus inscritos a pesquisar no Google a expressão 'Bolsonaro mandou matar Lula' e a elevar hashtags no X. Com base nisso, pediu que a supervisão seja estendida ao Google e ao X.
O relatório deve apresentar, entre outros pontos: - Identificação de comportamento coordenado; - Análise dos padrões de engajamento e distribuição; - Avaliação dos conteúdos à luz das práticas de prevenção à desinformação; - Padrões de sincronização, replicação, engajamento e circulação de conteúdos entre o canal e outras redes sociais.
