Em visita à Capital, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, garantiu que uma possível candidatura do ex-prefeito Nelson Marchezan Jr. à prefeitura de Porto Alegre terá os recursos do fundo eleitoral para viabilizar a campanha. Apesar disso, o principal desafio para a candidatura tucana não é esse e, sim, a conquista de aliados.
Após encontro com o governador Eduardo Leite (PSDB), Perillo afirmou que o ex-prefeito demonstrou ânimo e interesse, mas que, agora, caberá à direção estadual “trabalhar para ajustar alianças”. E adiantou que o partido deve tomar uma definição entre hoje e amanhã sobre a candidatura de Marchezan.
Com menos de cinco dias para o fim das convenções partidárias, o cenário em Porto Alegre está praticamente desenhado. O prefeito Sebastião Melo (MDB) conseguiu apoio de sete partidos de centro e direita: PSD, PP, Republicanos, Podemos, Solidariedade, PRD e PL. Os demais de centro e centro-esquerda, como União Brasil e PDT, estarão juntos e apresentarão candidatura própria, com a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) liderando a chapa e o deputado Thiago Duarte (UB) na vice, nesta quinta-feira. O PSB, por sua vez, decide em convenção, no sábado, se fica com Brizola ou se apoia a candidatura da deputada federal Maria do Rosário (PT).
Nos bastidores, o entendimento é de que o PSDB entrou na articulação tarde demais e a probabilidade de que o partido venha a disputar com chapa pura é baixa. Assim, ventila a chance de que, pela primeira vez, o partido do governador não apresente candidato na disputa da Capital e a chapa de Marchezan não decole, levando os tucanos a anunciar apoio à chapa PDT/União Brasil.
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A agenda de Perillo com o governador Eduardo Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul foi totalmente direcionada a discutir esse assunto. Na reunião-almoço, que se estendeu por três horas e contou com a participação de Marchezan, se discutiu o cenário eleitoral não só em Porto Alegre, mas o das demais capitais em que os tucanos também devem apresentar candidatura própria.
