O PT gaúcho reconhece a dívida contraída na campanha de Maria do Rosário à Prefeitura de Porto Alegre, em 2008, mas não tem verba para quitar, de uma só vez, a pendência que põe em xeque o registro de candidatura da deputada federal, impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na semana passada. De acordo com o presidente estadual do partido, Raul Pont, o diretório nacional já assumiu a disposição de auxiliar o PT gaúcho a saldar o débito de campanha, que já é reconhecido como "dívida partidária".
Raul Pont admitiu, ainda assim, que pagar a dívida não resolve nem consegue mudar um julgamento que, para ele, é equivocado. Para o dirigente, não há motivos para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, mantenha a decisão do Pleno do TRE que cassou o registro de Rosário. "Esta é uma negociação entre partes privadas, que não envolve dinheiro de mandato. Não houve dolo em momento algum, nem uso de dinheiro público", destacou.
Até o momento, o TSE não julgou, em Brasília, nenhum recurso de candidato ou do Ministério Público Eleitoral questionando as decisões do TRE gaúcho.
PT espera ajuda do diretório nacional para quitar dívida da campanha de Rosário
Presidente estadual do partido não vê motivos para TSE manter impugnação
