O volume é superior ao total de resíduos produzidos no primeiro turno das eleições de 2006: 53 toneladas de santinhos e 32 toneladas de cavaletes. A tendência para o dia 31 é de redução substancial na quantidade de resíduos eleitorais, tendo em vista que, no Rio Grande do Sul, os gaúchos votarão apenas para presidente do País. Em 2006, diferentemente deste ano, o segundo turno envolveu as disputas ao Palácio Piratini e ao Palácio do Planalto. “Recolhemos 11 toneladas de lixo eleitoral no segundo turno”, recordou.
A tendência é de o volume ser inferior, tendo em vista a campanha estar restrita aos candidatos Dilma Rousseff e José Serra. “Há sempre maior acúmulo de cavaletes e santinhos quando a disputa envolve candidatos à Assembleia, ao Congresso e à Câmara Municipal de Porto Alegre”, enfatizou. Gonçalves afirmou que, no domingo, havia maior foco de lixo eleitoral nas imediações dos pontos de votação e nas principais vias de Porto Alegre. “A situação ficou bastante complicada ao término do pleito, por conta do vento”, assinalou.
De acordo com Gonçalves, os garis do DMLU conseguiram atingir a exigência do Tribunal Regional Eleitoral, que era de retirar os cavaletes, muitos inclusive colocadas por alguns candidatos durante a madrugada de domingo. A limpeza envolveu 642 trabalhadores e 38 caminhões.
No início da manhã de hoje, o que restou do lixo eleitoral estava concentrado em bairros da zona Norte. O auxiliar de limpeza de um supermercado do bairro Humaitá, Júlio César Martins, preferiu não esperar pela chegada dos garis. “Já tinha recolhido os santinhos no sábado e, hoje, decidi fazer o mesmo”, disse. Já no Centro não havia vestígios da votação. O gari Gustavo Cardoso da Silva disse que, das 17h às 23h de domingo, encheu o carrinho 50 vezes. “O vento dificultou o nosso trabalho”, frisou. O material recolhido foi levado para a Estação de Transbordo do DMLU, na Lomba do Pinheiro, e, depois, para o Aterro Sanitário, em Minas do Leão.
