Depois de relatar o clima da disputa eleitoral no Brasil, com o debate sobre religião e a virada final que levou ao segundo turno, a Economist acredita que Dilma talvez seja ainda a favorita, mas Serra reagiu e a eleição está em aberto. "Ambos podem ser descritos como social-democratas. Ambos concordam nas linhas gerais da economia e das políticas sociais. Nenhum deles prenuncia um desastre para o Brasil. Isto posto, nas questões em que se diferenciam, Serra parece mais convincente", informou.
Para a revista, Dilma e o PT defendem um maior papel do Estado na economia e os dois admitem grande investimento público para grandes empresas, para criar líderes nacionais. Pondera, também, que é arriscado imaginá-los contendo os altos gastos de custeio, ou os altos impostos necessários para pagá-los.
A Economist põe o dedo, em seguida, na notável e incômoda tendência de Serra para manejar tudo, mas acrescenta que o tucano avançaria mais rapidamente no corte de despesas e do déficit fiscal e teria mais sucesso em "mobilizar o investimento privado" para financiar a infraestrutura. Dilma poderia fazer isso também, destaca a revista, "porém mais lentamente".
