Convicto de que regressaria à Câmara da Capital em 2025, Adeli Sell, vereador do PT, eleito pela primeira vez há 28 anos, diz ter sofrido um “baque” após os resultados das urnas. Ainda que, em 2020, já tenha ficado como suplente da bancada. Foram 2.406 votos recebidos no último dia 6.
Veja o especial do Correio do Povo com os não reeleitos da Câmara de Porto Alegre.
A “segmentação” dos eleitos é um dos motivos pelos quais Adeli crê que não obteve sucesso. “Eu não tenho apenas um foco, eu sou um vereador de Porto Alegre. Não tem espaço para um parlamentar oposto à segmentação”, comenta.
Ao partido que ajudou a fundar no Rio Grande do Sul, o PT, afirma não ter mágoas, mas se diz “chateado”. Principalmente, por ter sido “menosprezado pelo fundo partidário” em comparação a outros candidatos petistas menos experientes na política.
“Ajudei a fundar o PT em tudo que ‘birosquinha’. Hoje, sou oposição às atuais direções (do PT, no Estado e na Capital)”, reforça.
Apesar de admitir que nunca deixará de fazer política, o vereador não pretende mais concorrer a cargos eletivos. O seu foco, agora, será na produção de livros e em pesquisas sobre Porto Alegre. “Quero dizer que estudei todas as ruas da cidade”, projeta.
*Sob supervisão de Mauren Xavier
