O candidato à presidência da República Rui Costa Pimenta (PCO) participou, no sábado (29), do lançamento das candidaturas da chapa gaúcha, em Porto Alegre. O ato, realizado no Auditório Paulo Freire, do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre, contou com a presença das lideranças da sigla e dos candidatos ao governo, César Pontes, e ao Senado, Ricardo Jones.
Segundo César Pontes, o objetivo da participação do PCO nas eleições é utilizar o período eleitoral para divulgar seu programa e organizar politicamente os trabalhadores. “A eleição não é um fim, é um meio. E esse meio se presta à divulgação do programa do PCO.”
Rui Costa Pimenta citou as dificuldades impostas ao partido para receber o fundo eleitoral e a ausência de seus candidatos em algumas pesquisas. Além disso, o candidato denunciou o pedido do Ministério Público para impugnar a candidatura de Ricardo Jones ao Senado.
“Quando o Ministério Público quer impugnar a sua candidatura porque você teria cometido um crime, quando todo mundo sabe que o processo foi anulado, o nome disso é perseguição política, nua e crua”, apontou o candidato.
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Rui Costa Pimenta afirmou que o regime político brasileiro atravessa um processo de esgotamento e defendeu que a campanha apresente uma alternativa revolucionária. Entre as medidas citadas estão a reversão das privatizações, o desconhecimento da dívida pública e a estatização do sistema financeiro.
“Se o regime está esgotado, isso significa que ele não pode permanecer enquanto tal por muito tempo. Não quer dizer que amanhã vai acontecer alguma coisa catastrófica, mas não há dúvida nenhuma de que a situação se encaminha para uma mudança, e uma radical”, disse Rui Costa Pimenta.
No final do ato, o candidato chamou os militantes da sigla a organizar um comitê de campanha no Rio Grande do Sul e intensificar o trabalho nas ruas. Segundo ele, a atuação do PCO não deve ficar restrita à internet, mas incluir distribuição de materiais e contato direto com a população.
“Nós temos que sair à rua, conversar com o povo, distribuir o material. Nós temos que estar nas ruas todos os dias no próximo mês, conversando com o maior número possível de pessoas, distribuindo o material”, concluiu o candidato.
