Eleições

Tiririca se propôs a ridicularizar o Congresso, diz Manuela

Deputada lamentou o fato de Luciana Genro (PSol) não ter sido reeleita

Tiririca foi o candidato a deputado mais votado de São Paulo
Tiririca foi o candidato a deputado mais votado de São Paulo Foto : AE
Reeleita deputada federal pelo Rio Grande do Sul com 482.590 votos, Manuela D'Ávila (PC do B) criticou a eleição palhaço Tiririca à Câmara Federal por São Paulo. "Não podemos supervalorizar o Tiririca. É um voto de protesto. É um voto legitimo porque o protesto também faz parte da democracia. Mas é apenas um deputado entre os 513 eleitos. Se não, a gente corre o risco de ridicularizar o Congresso Nacional, porque foi isso que ele se propôs. Temos que pensar também nos bons exemplos de parlamentares sérios que se elegeram pelos país afora", afirmou a parlamentar durante entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.

Manuela também lamentou o fato de Luciana Genro (PSol) não ter se reeleito, mesmo com amplo número de votos. "Sou amiga pessoal da Luciana. Ela é solidária, amiga e grande lutadora. Mas o resultado da eleição é político. Não acho injusto ela não ter entrado porque é de uma chapa. A Luciana acaba pagando pelo sistema político do país", afirmou ela, garantindo que a reforma política será uma de suas bandeiras nos próximos quatro anos.

"Chegamos a um estágio de desenvolvimento com grandes perspectivas. Mas, para conseguir ultrapassar esse estágio, precisamos, na minha avaliação, enfrentar reformas estruturantes. Como a reforma na saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o maior plano de saúde gratuito do mundo, mas ele tem limites. Assim como a edução do nosso país tem limites e precisa passar por reestruturação. As reformas política e tributária são as mais faladas, mas temos outras igualmente necessárias".

Manuela também rejeitou o rótulo de ter sido eleita por ser jovem e bonita. Conforme ela, isso é um comentário preconceituoso e machista. "Eu não ouvi hoje que o deputado Nelson Marchezan é o bonitinho da Câmara. Então, isso é prova do machismo na nossa sociedade. E talvez seja por isso que nos somos tão poucas mulheres na Câmara", finalizou.

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