A realização da Votação Paralela, que busca mostrar a credibilidade da urna eletrônica, chamou a atenção na manhã deste domingo no Prédio 50 da PUCRS. Os quatro equipamentos, que foram sorteadas no sábado, no plenário do TRE-RS, sendo três do Interior e uma da Capital, passaram por auditoria. Uma das curiosidades, é que o público podia assistir a votação e as informações do início ao final. Ao todo, foram digitados mais de 800 votos abertos. Todos eles foram preenchidos em cédula de papel e digitados nas urnas.
O procedimento, que é feito desde 2002, é mais uma das formas que a Justiça Eleitoral usa para demonstrar a segurança do voto eletrônico, buscando comprovar que as urnas funcionam de forma segura. As seções sorteadas foram: 115ª Zona, Seção 17 (Santa Bárbara do Sul); 40ª Zona, Seção 127 (Santa Cruz do Sul); 25ª Zona, Seção 39 (Jaguarão); e 112ª Zona, Seção 438 (Porto Alegre).
As urnas estavam carregadas, lacradas e prontas para a eleição, instaladas nos locais onde ontem houve a votação. Ainda na tarde de sábado, as urnas foram retiradas de suas seções - substituídas por urnas de contingência - e levadas para a PUCRS, com uso de carro e helicóptero.
Todo o processo foi filmado e pode ser acompanhado pela população diretamente na PUCRS ou pelo canal do TRE-RS no YouTube. Ao final da votação, o Boletim de Urna (BU), que traz a totalização dos votos, foi comparado com os votos que foram “cantados”, para ratificar que a contabilização foi feita de maneira correta.
O processo de auditoria foi presidido pela juíza do Pleno do Tribunal, Gisele Anne Vieira de Azambuja, e contou com a participação de partidos políticos, Ministério Público Eleitoral e entidades representativas da sociedade. Ela enfatizou que esse é mais um momento em que a credibilidade da urna é posta à prova. “É um sistema eficiente e seguro”, comentou ela, durante visita à PUCRS, na manhã de ontem.
Votação Paralela ocorre no Prédio 50 da PUCRS
Público podia assistir a votação e as informações do início ao final
