Enquanto o PT gaúcho segue em um entrave com a direção nacional do partido, o PDT gaúcho, que está no centro do imbróglio, marcou uma data, junto com as bancadas estaduais e federais, para definir o rumo do partido nas eleições para o governo do Estado: 30 de março.
Qualquer decisão, no entranto, depende do aval nacional, que está conduzindo as negociações. Segundo o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, o martelo só será batido após findada as negociações internas no PT e, então, a partir da orientação da nacional pedetista.
Apesar disso, para alguns quadros do PDT, a nota emitida pelo PT gaúcho nesta quarta-feira, reafirmando a pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do Estado, é um sinal de que os petistas não querem estar coligados com o PDT. Ao menos não nos termos estabelecidos pelos trabalhistas.
Certos de que Juliana Brizola é um nome competitivo para liderar uma composição, o partido deverá avaliar os próximos passos caso a aliança com os petistas não vá para frente. Uma aliança com o PSDB, que tem o prefeito de Guaíba como pré-candidato ao Piratini, é cogitada. Os dois partidos estiveram juntos na disputa à prefeitura da Capital, em 2024.