É grande a presença de parlamentares na sala da CPI. Alguns deputados acompanham a reunião de pé. Perillo começou o depoimento se dizendo “vítima dos acontecimentos" deflagrados pela Operação Monte Carlo, por "fatos distorcidos”, e prometendo “ a verdade dos fatos”. "Desde o início me ofereci para depor nesta CPI", lembrou.
A chegada do governador de Goiás ao Senado foi tumultuada. Ele foi aplaudido por assessores e correligionários e vaiado por estudantes do Movimento Fora Marconi. Gritando palavras de ordem e usando nariz de palhaço, os estudantes acusavam os seguranças do governador de tê-los agredido. O clima ficou tenso e a Polícia do Senado colocou-se entre os dois grupos, para evitar o confronto.
Perillo deverá ser questionado sobre suposta relação com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso sob acusação de exploração de jogos ilegais, formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência. A venda pelo governador de uma casa num condomínio de luxo em Goiânia, onde ocorreu a prisão de Cachoeira, é um dos pontos polêmicos que interessam a deputados e senadores.
Ele tem afirmado que recebeu três cheques pela venda do imóvel ao empresário Walter Paulo Santiago. Segundo Perillo, o ex-vereador Wladimir Garcez foi o intermediador do negócio. Santiago, no entanto, disse à CPI que pagou em dinheiro vivo, em notas de R$ 50 e R$ 100.