Política

Em dia atípico, regiões de Porto Alegre têm movimento reduzido

Rotina da Capital foi alterada pelo julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Mauá tinha ares de deserta devido aos poucos carros que a utilizavam
Mauá tinha ares de deserta devido aos poucos carros que a utilizavam Foto : Henrique Massaro / Especial / CP
O dia do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo TRF-4 deixa um cenário atípico em Porto Alegre. A rotina da cidade foi alterada devido aos isolamentos feito pelas forças policiais principalmente ao redor do Tribunal e das imediações do Anfiteatro Pôr do Sol, onde milhares de pessoas favoráveis a absolvição do petista se concentram. Mas, apesar de toda uma operação conjunta da Segurança Pública devido às manifestações, o clima na Capital é de tranquilidade, inclusive com movimento reduzido em algumas regiões da cidade.

Logo nas primeiras horas do dia, a Brigada Militar (BM) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) já podiam ser vistas nas proximidades do perímetro do TRF-4, que começou a ser isolado ainda na terça-feira. Na avenida Augusto de Carvalho, no cruzamento com a Loureiro da Silva, policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOE) reforçavam o bloqueio feito com cavaletes ao único acesso de pessoas credenciadas à área do Tribunal. Na mesma esquina, ônibus não passavam e quem utilizava a Loureiro para acessar o Centro precisava desviar pela Augusto de Carvalho e acessar a rua Washington Luiz.

Da mesma forma, o deslocamento do Anfiteatro Pôr do Sol até as proximidades do Tribunal, que normalmente seria de poucas quadras, se tornou mais complexo. Mesmo com a avenida Edvaldo Pereira Paiva liberada no sentido Bairro/Centro, motoristas precisam se dirigir até a rua General Lima e Silva para retornar. Nesse trajeto, também é possível ver o bloqueio parcial na avenida Aureliano de Figueiredo Pinto impedindo o acesso à Rótula das Cuias e, assim, às imediações do TRF-4.

A uma distância um pouco maior do perímetro de isolamento, a Avenida Mauá está bloqueada a partir do cruzamento com a rua Bento Martins. A via, que costuma ter um fluxo intenso, dava ares de deserta devido aos poucos carros que a utilizavam. A sensação, na verdade, refletia todo o ambiente que tomou conta da região central da cidade durante este dia. Na Praça da Alfândega, por exemplo, o movimento existente é visivelmente menor do que em outros dias de semana, quando pedestres e ambulantes compõe em peso o cenário.

Ainda mais calmo está o entorno da Praça da Matriz. Pela rua Duque de Caxias, policiais do BOE monitoram o isolamento feito em frente ao Palácio Piratini e que faz com que motoristas precisem desviar pela Assembleia Legislativa. No meio da Praça, a dentista Luciane Ortiz protagonizava mais uma das cenas inusitadas do dia. Aproveitando a folga do trabalho devido ao julgamento, ela brincava com a sobrinha Luiza, de um ano e meio, em um dos balanços. Enquanto isso, era observada por dois policiais militares, mostrando a sensação de segurança que se tinha devido ao reforço do policiamento.

Na Cidade Baixa, outro bairro em que o movimento de veículos e pedestres costuma ser mais frequente, o fluxo também é diferenciado. Na rua João Alfredo, por exemplo, a maior parte dos carros que pode ser vista está estacionada, já que raros motoristas passam pela via. Da mesma forma, no Largo Zumbi dos Palmares, a quantidade de veículos parados é muito superior à de pedestres. Entre os carros, podia-se ver estacionados diversos ônibus que trouxeram manifestantes para Porto Alegre.

A entrada do prédio da prefeitura, na rua Siqueira Campos, está isolada e sendo monitorada pela Guarda Municipal, semelhante ao que era feito na sede do governo Estadual. A Farmácia de Medicamentos Especiais (FME) do Estado suspendeu o atendimento ao público durante a tarde. A medida foi feita para evitar tumultos após solicitação do Ministério da Saúde, que é o gestor do condomínio da farmácia.