Política

Entidades e movimentos sociais prometem ato em defesa de Dilma em Porto Alegre

Presidente afastada fará defesa no Senado nesta segunda-feira

Entidades e movimentos sociais prometem ato em defesa de Dilma em Porto Alegre
Entidades e movimentos sociais prometem ato em defesa de Dilma em Porto Alegre Foto : Guilherme Testa / CP Memória
No mesmo dia em que a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai fazer pessoalmente a defesa no julgamento do impeachment, no Senado, entidades sindicais e movimentos sociais prometem, na segunda-feira, um ato em apoio, em Porto Alegre, à permanência da petista no Planalto.

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, junto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), prometem mobilizações em diversos estados em simultâneo. A intenção é pressionar senadores para que não votem a favor do impedimento.

Em Brasília, a programação dos atos deve se iniciar às 8h, com a recepção de Dilma, em frente ao Senado. Já em Porto Alegre, a concentração ocorre às 17h no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico.

Companhia no Senado

A presidente afastada não vai chegar sozinha ao Senado para prestar depoimento. Ela solicitou, e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), concordou que 31 pessoas a acompanhem durante o período em que falar ao plenário.

Dilma pretende levar ex-ministros, assessores diretos e pessoas próximas a ela, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Devem comparecer, por exemplo, os ex-ministros Aloízio Mercadante, Jaques Wagner, Patrus Ananias e Miguel Rosseto, por exemplo. Também estarão presentes os presidentes do PT, Rui Falcão, do PCdoB, Luciana Santos, e do PDT, Carlos Lupi.

Para acomodar o grupo, Renan reservou a sala de audiências da presidência do Senado e uma sala anexa com banheiro. Segundo Renan, dentro do plenário, a presidente vai ter o direito de ser acompanhada por 20 pessoas e o mesmo número deve ser garantido aos advogados de acusação.