Política

Eunício diz que "não ficará triste" se STF alterar coligações para 2018

Atualmente, proposta prevê proibição a partir das eleições municipais de 2020

Eunício diz que "não ficará triste" se STF alterar coligações para 2018
Eunício diz que "não ficará triste" se STF alterar coligações para 2018 Foto : Edilson Rodrigues / Agência Senado /CP
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse nesta segunda-feira, ser favorável ao fim das coligações nas eleições proporcionais já a partir do pleito de 2018, e não a partir de 2020, como senadores e deputados
aprovaram. Ele afirmou que não vai se opor à eventual decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de antecipar o fim das coligações para o pleito próximo ano.

"Eu, sinceramente, sou favorável que se extinga as coligações já em 2018. Portanto, há uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo. O Congresso votando para ser feito em 2020, e o Supremo alterar para 2018, sinceramente, não vou ficar triste com isso, não", afirmou o peemedebista, em entrevista após reunião sobre reforma política na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Eunício se referia a Adin que o Supremo pode votar nesta semana, antecipando o fim das coligações para as eleições gerais de 2018. Hoje, pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pela Câmara e pelo Senado (e que ainda precisa passar por uma última análise dos senadores), as coligações só estarão proibidas a partir da eleição municipais de 2020.

Caso o Supremo julgue a Adin, lideranças de partidos médios e pequenos, considerados os mais prejudicados pelo fim das coligações, prometem reagir. "Seria uma afronta ao Poder Legislativo! Já estamos numa crise institucional única, e não acho que acirrariam ainda mais só por causa de coligações", afirmou à reportagem a deputada Renata Abreu (SP), presidente nacional do Podemos.