Política

Ex-diretor da Delta permanece calado na CPI

Cláudio Abreu foi convocado em comissão que investiga as ligações de Carlinhos Cachoeira

Dos depoimentos previstos para a manhã desta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga o envolvimento do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados, o mais aguardado, do ex-diretor da Delta Cláudio Abreu, não se concretizou. Assim como a maior parte dos convocados pela CPI, ele evocou o direito constitucional de permanecer calado e foi dispensado pelo presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Abreu foi preso no dia 25 de abril, em Goiânia, por envolvimento na Operação Saint-Michel, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Brasília. Ontem, a CPI decidiu quebrar os sigilos da empresa. O próximo a comparecer é Lenine Araújo de Souza, investigado como contador da organização.

Primeiro convocado a tomar assento nesta manhã, Gleyb Ferreira da Cruz, apontado como “laranja” de empreendimentos de Cachoeira manteve-se em silêncio diante dos parlamentares e foi dispensado pelo presidente da comissão.

Assim como os demais convocados de hoje veio ao Senado munido de habeas corpus com liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito de ficar em silêncio durante o depoimento.

O presidente da comissão e outros parlamentares criticaram o teor das decisões tomadas pelos ministros do STF, já que, como afirmou Vital do Rêgo, a comissão tem respeitado a garantia constitucional de os depoentes ficarem calados.

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