Política

Ex-diretor da Petrobras se nega a responder perguntas na CPI

Paulo Roberto Costa foi convocado para falar sobre suspeitas de irregularidades na estatal envolvendo políticos

Paulo Roberto Costa foi convocado para falar sobre suspeitas de irregularidades na estatal envolvendo políticos
Paulo Roberto Costa foi convocado para falar sobre suspeitas de irregularidades na estatal envolvendo políticos Foto : Geraldo Magela / Agência Senado / CP
"Vou me reservar ao direito de ficar calado". O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, convocado pela CPMI do Senado para falar nesta quarta-feira sobre as denúncias de irregularidades envolvendo a estatal com políticos, se negou a responder aos questionamentos de deputados e senadores integrantes da comissão. Mesmo assim, ficou estabelecido que os parlamentares possam perguntar.

• Acompanhe a sessão da CPI da Petrobras

A primeira pergunta foi feita pela relator da CPMI, o deputado Marco Maia, do PT-RS. Maia questionou o ex-diretor sobre a negociação para a compra da refinaria de Pasadena. Paulo Roberto da Costa foi enfático: "Mais uma vez eu me reservo o direito de não falar".

A oposição pediu ao presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que a sessão seja secreta para dar a Costa oportunidade de falar sem prejudicar o acordo de delação premiada feito com a Justiça. A oferta foi feita ao ex-diretor da Petrobras, que disse que, independentemente disso, não responderia. 

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Delação premiada
Os termos da delação premiada acertada com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, garantem ao ex-diretor os benefícios como redução de pena, em caso de condenação. E caso ele respondesse as perguntas, Costa poderia perder este direito. 

Na delação, o ex-diretor da estatal cita nomes de políticos que teriam recebido propina no suposto esquema investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Sessão aberta

Senadores e deputados iniciaram a sessão da CPMI da Petrobras discutindo se depoimento do ex-diretor Paulo Roberto Costa, convocado para falar sobre denúncias de corrupção envolvendo políticos na estatal, fosse realizado em sessão aberta ou fechada.

O deputado federal do Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni, do DEM, reiterou que apesar da possibilidade do convocado não responder, queria ter mantido o seu direito de perguntar. Outro gaúcho, Enio Bacci, do PTD, reforçou o apelo para que o depoimento fosse em sessão aberta. Foi decidido, após longo debate que a sessão fosse realizada de forma aberta.

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