Política

Ex-diretor do BB não tomava decisões sozinho, alega defesa

Henrique Pizzolato é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do mensalão

Advogado de ex-diretor de marketing do Banco do Brasil defende seu cliente no plenário do STF
Advogado de ex-diretor de marketing do Banco do Brasil defende seu cliente no plenário do STF Foto : José Cruz / ABr / CP
O advogado Marthius Sávio Cavalcante Lobato, que representa o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato no processo do mensalão, disse na sessão desta quinta-feira do Supremo Tribunal Federal (STF) que seu cliente não tinha poderes para beneficiar a empresa do publicitário Marcos Valério em contratos do banco. Pizzolato responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ele é acusado de adiantar R$ 73 milhões do fundo Visanet para a agência DNA propaganda, que tinha contrato com o Banco do Brasil, recebendo, por isso, R$ 326 mil de propina. Ele também é processado por não cobrar o bônus de volume obtido pela DNA pela veiculação de publicidade do banco. De acordo com Lobato, Pizzolato não era diretor de marketing quando a empresa de Valério venceu licitação no Banco do Brasil e nunca tomava decisões sozinho – tudo era decidido por órgão colegiado. O advogado também alega que Pizzolato não era o representante do Banco do Brasil no comitê do fundo Visanet, que tinha verbas exclusivamente privadas.

Assista ao julgamento ao vivo pela TV Justiça:



O segundo advogado a subir na tribuna para fazer a sustentação oral é o defensor do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), Marcelo Leal de Lima Oliveira. Ele responde por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha. Na sequência fala o advogado do deputado Pedro Henry (PP-MT), que responde pelo mesmo crime do ex-político. A defesa de Henry será feita pelo advogado José Antônio Duarte Álvares.

A defesa de João Cláudio Genu – ex-assessor do deputado José Janene (morto em 2010) –, que responde por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha, será feita pelo advogado Maurício Maranhão de Oliveira. Já Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bonus-Banval, acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, será defendido pela advogada Priscila Gioia.

O mensalão

O mensalão foi o maior escândalo político do governo Lula. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), trata-se de um esquema montado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares e saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. A acusação entende que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – foram beneficiados com o esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.

Trinta e oito nomes são réus do processo do mensalão. Os ministros do STF se esforçam para que o caso seja julgado por todos, uma vez que em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.

Com informações da Agência Estado e Agência Brasil

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