Política

Ex-ministro do STJ morre aos 73 anos em Brasília

Juiz Humberto Gomes de Barros fez parte da equipe do órgão por 17 anos

Juiz Humberto Gomes de Barros ficou no STF por 17 anos
Juiz Humberto Gomes de Barros ficou no STF por 17 anos Foto : Antonio Cruz / ABr / CP
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou, neste sábado, que o ex-ministro Humberto Gomes de Barros morreu na noite de sexta-feira em Brasília, aos 73 anos. O juiz deixou a Corte em 2008, após breve tempo na presidência do órgão. Ele fez parte da equipe por 17 anos. O corpo do ministro será velado das 17h às 22h, na capela seis do cemitério Campo da Esperança, na capital federal.

Gomes de Barros se formou em Direito pela Universidade do Brasil em 1962, no Rio de Janeiro, e alguns anos depois foi viver no Distrito Federal, onde foi procurador-geral e membro do conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), antes de fazer parte do grupo de juízes do STJ, em 1991.

Apreciador da literatura, Humberto Gomes de Barros era conhecido na Casa como ministro poeta e publicava regularmente crônicas e poesias. Em 2003, o ministro passou a ocupar a cadeira 18 da Academia Alagoana de Letras. Era também integrante da Academia Brasiliense de Letras. Em junho de 2011, ele foi homenageado com sua foto na galeria dos ex-presidentes do STJ.

Gestão marcante

Apesar de rápida, pouco mais de três meses, a gestão do ministro Humberto Gomes de Barros à frente do STJ foi marcante. Ele regulamentou os procedimentos de tramitação e julgamento dos recursos especiais repetitivos, criou o Núcleo de Procedimentos Especiais da Presidência (Nupre) e implementou o acesso do STJ ao cadastro de clientes do Sistema Financeiro Nacional (CCS) gerido pelo Banco Central, entre outras medidas.

Ainda na gestão de Gomes de Barros, a Procuradoria da República e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal passaram a integrar o Consórcio BDJur, rede de informações digitais do Poder Judiciário que reúne o inteiro teor de documentos eletrônicos, atos normativos, decisões administrativas, análises de sites jurídicos, além de bibliotecas digitais dos órgãos federais e estaduais da Justiça.

Também deixou sua marca no fortalecimento do processo de interiorização da Justiça Federal como forma de aproximar a instituição dos cidadãos, ao inaugurar a 7ª Vara da Seção Judiciária de Alagoas, instalada no município de União dos Palmares.

Na área internacional, assinou acordo de cooperação com Portugal para o intercâmbio de experiências judiciais e defendeu, na II Cúpula de Presidentes de Poderes Judiciários da União das Nações Sul-Americanas (Unasur), maior rigor no combate ao crime organizado no continente, mediante ações conjuntas e procedimentos comuns envolvendo carta rogatória e extradição.

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