As marcas da noite de 26 de abril de 2024 seguirão com Emerson Casagrande na pele, literalmente. Ao pular da janela do 2º andar para fugir do incêndio que tomou a unidade da Pousada Garoa na Farrapos, o ex-morador fraturou a perna e precisou colocar seis pinos. Não foi o único.
O seu relato é o quarto de sobreviventes da tragédia para Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Porto Alegre que investiga o sinistro.
Ele relatou, ainda, a ausência de mecanismos que possibilitassem uma forma segura de escapar do local, como saídas de emergência ou qualquer estrutura de proteção contra incêndios, como extintores.
Durante um ano e meio em que residiu na pousada, em uma vaga custeada pela prefeitura, tampouco pouco viu fiscalização, apenas a presença eventual de assistentes sociais, contou.
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Atualmente residindo em uma pensão na Vila dos Papeleiros, Casagrande afirmou que não chegou a ser contatado por nenhum órgão público após o incêndio, relatando que a assistência social do município lhe prometeu uma visita, que nunca foi realizada.
Devido à falta de luz, a sessão plenária foi conduzida em uma sala de comissão ao lado do Plenário Otário Rocha.