Política

Faremos tudo para impedir avanço de processos antidemocráticos, diz Dilma

Presidente não quis adiantar quais ministérios serão eliminados

Dilma diz que fará tudo para impedir avanço de processos antidemocráticos
Dilma diz que fará tudo para impedir avanço de processos antidemocráticos Foto : Evaristo Sá / AFP / CP
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que o governo fará de tudo para impedir o avanço de processos que desestabilizem a democracia. "Faremos tudo para impedir que processos não democráticos cresçam e se fortaleçam", disse ao ser perguntada sobre o avanço de movimentos favoráveis ao impeachment no Congresso Nacional.

Dilma destacou que o governo está "atento a todas as tentativas de produzir uma espécie de instabilidade profunda no país", o que, segundo ela, só beneficiaria "o pessoal do quanto pior, melhor". "O Brasil, a duras penas, conquistou uma democracia, e eu sei o que estou dizendo. Eu sei quantas penas duras foi para conquistar a democracia", disse Dilma, em rápida entrevista após a cerimônia de entrega do 28º Prêmio Jovem Cientista, no Palácio do Planalto.

A presidente também afirmou que o Brasil é "muito maior do que os pessimistas de plantão querem fazer crer" e tem capacidade criativa. Ela afirmou que o País vai fazer ajustes "sem deixar as conquistas para trás". "Quando somos juntos, somos capazes, sim, de superar desafios e dificuldades. Agora, temos que nos dedicar de corpo e alma para construir trajetória para o Brasil voltar a crescer", falou. Ela ainda deu um recado aos jovens ganhadores do prêmio. "Podem continuar estudando, inovando, que vocês vão fazer parte disso", disse.

Em outro momento, a presidente lembrou que o País festejou ano passado a saída do Brasil do mapa da fome. "Foi não um trabalho de um dia, mas um grande esforço no sentido de elevar o padrão de vida de milhões de brasileiros que saíram pela pobreza e outros tantos foram para a classe média", disse. "O fim da miséria é apenas o começo, começo que exige melhor educação. E a ciência e a tecnologia são o caminho para que possamos chegar nesse patamar." Ministérios Dilma comentou também que vai promover junção de ministérios e grandes órgãos do governo na reforma administrativa que deve ser anunciada nos próximos dias. Ela contou que deve divulgar as mudanças até a próxima quarta-feira,  depois que voltar dos EUA, onde participará da abertura da assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dilma não quis adiantar quais ministérios serão eliminados, mas comentou que vai fundir algumas pastas e outros órgãos do governo, alguns dos quais são maiores do que ministérios. "Vamos tomar uma série de medidas administrativas para enxugar e focar a máquina. Será uma avaliação muito estrita do que temos agora, posso assegurar isso", disse.

Questionada sobre se o número de ministérios cortados poderia aumentar, a presidente afirmou que mantém o que disse antes, de redução de até dez pastas. Participaram do evento o ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, políticos e empresários.