Política

Fraude no INSS: as explicações de Carlos Lupi na Câmara dos Deputados

Ministro da Previdência Social participou de audiência pública na qual falou sobre os casos de corrupção em descontos no INSS

Carlos Lupi prestou esclarecimentos aos deputados na Câmara dos Deputados
Carlos Lupi prestou esclarecimentos aos deputados na Câmara dos Deputados Foto : Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, prestou esclarecimentos aos deputados, durante audiência pública, sobre os casos de fraude no INSS.

O caso é investigado pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) como crimes de corrupção (ativa e passiva), violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo 11 entidades e associações.

A crise resultou na demissão de Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS.

A seguir os principais trechos:

  • "A partir do mês que vem, ninguém mais vai ter desconto nenhum, mesmo quem tem autorizado, porque tem um processo em curso."
  • “O rigor tem que ser absoluto para que esse dinheiro seja devolvido aos cofres de cada um dos 7,7 milhões de cidadãos brasileiros que sofreram essa fraude"
  • "A União também errou. É importante que ela faça essa restituição, porque o idoso não poderá esperar 10 anos, 20 anos e precatório até receber esses recursos.”
  • “Não tem que ter desconto de ninguém. As instituições têm que se entender com seus clientes e fazer a cobrança direta, porque senão, daqui a algum tempo, você vai ter novamente denúncia de que isso acontece.”
  • “Toda essa operação deflagrada agora (PF) foi iniciada por uma auditoria feita pelo INSS, do governo do presidente Lula, para coibir fraudes e corrupção."
  • "Para quem fez errado, que a polícia prove e vá para a cadeia. Nós não estamos aqui para acobertar ninguém que tenha roubado dinheiro do nosso aposentado e pensionista.”
  • “Demorou? Demorou sim (a demissão de Alessandro Stefanutto). Mas estamos agindo. Está doendo na nossa carne, tendo que exonerar gente que trabalhava e convivia com a gente.”

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