A liminar de Fux está registrada no andamento do Habeas Corpus 113.881 no site do STF, mas a íntegra da decisão, com as fundamentações do ministro, ainda não foi liberada. Sejana Martins era uma das sócias da empresa Mestra Administração e Participações, que, no cartório, é a dona da casa onde Carlinhos Cachoeira foi preso em fevereiro. O imóvel foi comprado do governador goiano Marconi Perillo e Sejana deixou a sociedade dias após a transação.
No pedido de habeas corpus, os advogados argumentam que os parlamentares não consideram Sejana apenas uma testemunha, “sendo evidente que deve ser tratada como investigada, com todos os direitos ínsitos (inseridos/0 a esta condição respeitados”.
Outra testemunha convocada para amanhã, a gestora Eliane Pinheiro também aguarda liminar do STF para ficar em silêncio. Ela é ex-chefe de gabinete de Perillo, acusada de passar informações sigilosas de operações policiais a aliados de Cachoeira. O habeas corpus foi distribuído para o ministro Celso de Mello, que deve julgar o caso ainda hoje.
Mais duas testemunhas são esperadas na CPI amanhã, todas ligadas ao governador Perillo. Um deles é o empresário Walter Paulo Santiago, que declarou ter comprado a casa do governador, embora a escritura não esteja no seu nome. O outro é Écio Antônio Ribeiro, o único sócio restante da Mestra Administração e Participações.