Os advogados argumentam que não terão tempo para ler mais de dez mil páginas do “Diário Oficial” com os votos de todos os ministros. Na semana passada o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado do ex-executivo do Banco Rural José Roberto Salgado, enviou pedido ao vice-presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, para que seja levada ao plenário a discussão sobre prorrogação dos prazos de recurso. “Em um primeiro momento, acho que o relator tem plena capacidade de resolver isso. Mas, se for para o colegiado, vamos decidir”, afirmou Fux.
“O mérito já levou seis meses, acompanhado diuturnamente, todo mundo gravou tudo. Tem gente que não participou e tem tudo gravado, dia a dia. Acho até que ler tudo de novo agora iria contra a própria capacidade dos advogados, que, evidentemente, não esperaram acabar tudo para ler. Presume-se que, pelo gabarito deles, eles leram tudo”, afirmou o ministro, que participou da abertura de um seminário sobre propriedade intelectual.
De acordo com Fux, é possível que o processo se estenda até o segundo semestre. “A demora maior já passou. Não sei se (o processo termina) no primeiro semestre. Só se houver uma decisão de parar tudo (análises de outros casos) e uma dedicação (exclusiva ao mensalão), mas o Supremo não está em condições de parar tudo”, encerrou.