O ministro do Supremo alegou que estava em busca da vaga desde 2004 e que, sempre que surgia uma oportunidade para ingressar no tribunal, era preterido. 'Bati na trave três vezes', justificou. Fux disse que, ao entregar seu currículo a Dirceu, não se lembrava de que ele era réu do processo que veio a julgar quase dois anos depois. Durante o julgamento do mensalão no STF, Fux concordou em quase todos os itens com o relator do caso, Joaquim Barbosa, o que incomodou a cúpula do PT.
Além de Dirceu, Fux buscou o apoio do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, do economista Delfim Netto, do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) João Pedro Stédile e do governador Sergio Cabral (PMDB-RJ). Então líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP) contou que foi procurado pelos deputados Paulo Maluf (PP-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP), que articulavam apoio a Fux, mas não disse se o assunto do mensalão foi abordado durante as reuniões.