Ex-homem forte do governo Michel Temer (PMDB), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) foi destinatário de "vantagens não contabilizadas" para suas campanhas de 2006 e 2014, segundo três delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato. Fizeram revelações à Procuradoria-Geral da República sobre o caso os executivos Marcelo Odebrecht, Cláudio Melo Filho e João Antônio Pacífico Ferreira.
• Veja a lista de processos e o encaminhamento determinado pelo relator, ministro Edson Fachin
• Leia mais sobre a lista de Fachin
"Segundo o Ministério Público, os colaboradores relatam o pagamento, por parte do Grupo Odebrecht, de vantagens não contabilizadas para a campanha eleitoral de Geddel Vieira Lima, nos anos de 2006 e 2014. Almejava-se, em contrapartida, apoio na aprovação de medida provisória, afirmando-se, ainda, que as vantagens relacionavam-se também a contratos referentes ao Transporte Moderno de Salvador II (TMS II)", narra o ministro Edson Fachin.
Geddel deixou a cadeira de ministro da Secretaria de Governo em 25 de novembro, em meio ao escândalo protagonizado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que o acusou de pressioná-lo para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizasse a construção de um residencial de alto padrão em uma área nobre tombada em Salvador. Calero pediu demissão da Cultura sob alegação de que Geddel teria ameaçado leva o caso a Temer se não fosse atendido.
Geddel recebeu caixa 2 em 2006 e 2014, dizem delatores
Em contra-partida, Odebrecht tinha vantagem em contratos referentes ao Transporte Moderno de Salvador II