O desembargador gaúcho Carlos Cini Marchionatti retornou ao âmbito do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul após período de convocação em Brasília. Marchionatti atuou na Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), especializada em direito penal.
O gaúcho foi convocado no final do ano passado e passou seis meses atuando em uma de duas vagas de ministro do STJ que ainda não haviam sido preenchidas. Com a posse dos novos ministros Carlos Pires Brandão e Marluce Caldas, o desembargador relatou a experiência de cerca de seis meses em Brasília.
“Experiência magnífica. Exige muita dedicação e humildade. Muita determinação, muito estudo e, ao mesmo tempo, modéstia. É um lugar onde os ministros têm um conhecimento jurídico e jurisdicional extraordinário fora do comum. Para o magistrado de carreira, é o ápice”, afirmou, em visita ao Correio do Povo.
Para Marchionatti, a convocação ao STJ não apenas coroa sua própria carreira, mas simboliza um gesto ao Rio Grande do Sul em razão das enchentes de 2024 que devastaram boa parte do Estado.
“Quando eu fui convocado, lá na primeira sessão de julgamento que eu estava participando, observei que a convocação do meu nome transcendia um aspecto pessoal, meu, como magistrado. Era um gesto direcionado ao Poder Judiciário do Rio Grande, abraçando o Poder Judiciário do Rio Grande em um ano em que as enchentes avassalaram a sociedade gaúcha. E também muitos próprios, muitas comarcas e o próprio prédio do Tribunal de Justiça ficou quatro meses interditado. Transcende um aspecto pessoal para abraçar o Poder Judiciário gaúcho”, declarou.