"Eu objetei e disse que não seria possível adiar o julgamento, dada a repercussão e a possibilidade de que dois colegas que participaram do recebimento da denúncia não mais participassem (do julgamento), pessoas bastantes experientes e que me parece positivo que participassem", afirmou Mendes. Sobre a proposta de "blindagem" que o ex-presidente teria oferecido em relação às investigações que ocorrem na Comissão Parlamentar de Inquérito do Cachoeira, Mendes relatou que o assunto "não foi colocado dessa forma".
Nesta segunda, Lula divulgou nota oficial afirmando estar "indignado" com a postura da Revista Veja na divulgação de matéria sobre o caso. Na nota, a assessoria do ex-presidente diz ainda que a autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos e que o petista continua com o mesmo comportamento agora, mesmo não ocupando nenhum cargo público. Além disso, destaca que Lula "jamais interferiu" nas ações do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação ao mensalão, nos oito anos de seu mandato.