Mendes afirmou que a onda de violência em São Paulo "parece inclusive uma ação política", sem explicar ou detalhar a questão. "Esses ataques têm conotação que vão para além dos crimes comuns. Sugerem práticas que se aproximam de práticas terroristas", comentou o ministro. Ele disse ainda observar nesse caso uma "organização criminosa com o objetivo de fazer enfrentamento ao Estado".
De acordo com Mendes, a conversa sobre segurança "é desagradável" para a União, pois os secretários de Segurança Pública estaduais questionam de onde virão recursos para enfrentar a criminalidade. "É preciso que de fato a União assuma claramente suas responsabilidades nessa matéria, que vão além de uma Secretaria de Segurança Pública burocraticamente provida em Brasília", disse o ministro.
Mendes lembrou que a União dispõe de Polícia Federal, Forças Armadas e recursos suficientes para enfrentar a questão. "Nós não produzimos cocaína, ela passa pelas fronteiras", criticou o ministro, que continuou: "Recursos para a construção de presídios são liberados e, em seguida, contingenciados. Há muitos problemas aqui."