Política

Gostaria que Haddad fosse candidato em 2026, diz Lula a jornalistas

“É impossível você imaginar uma pessoa da envergadura do Haddad deixar o Ministério da Fazenda e voltar para casa”, afirma presidente

Lula calcula que 18 ministros disputarão as eleições de 2026
Lula calcula que 18 ministros disputarão as eleições de 2026 Foto : Ricardo Stuckert / PR / CP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira, 18, que gostaria que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fosse candidato no ano que vem. Afirmou novamente que tem convicção de que o governo vai ganhar as eleições. As declarações ocorreram durante uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília.

"Vocês sabem que o Haddad tem maioridade e tem biografia para decidir o que ele quer fazer. Se você me perguntar se eu gostaria que ele fosse candidato, eu gostaria. O que eu não sei, eu preciso perguntar para ele. É impossível você imaginar uma pessoa da envergadura do Haddad deixar o Ministério da Fazenda e voltar para casa. Acho que nem eu, nem a Ana Estela iríamos gostar", afirmou.

O presidente disse que reunirá os ministros que pretendem ser candidatos no início do ano que vem para discutir o fato, mas que não impedirá ninguém de sair. Nas suas contas, seriam cerca de 18 ministros disputando as eleições.

"Quando começar o ano, eu vou chamar muitos ministros que vão sair para ser candidatos e eu vou então decidir com eles o que eles vão fazer da vida. Eu sei que tem uma enxurrada de ministros que vai sair, eu acho que pelo menos 18 devem sair. Eu acho que devem sair, não vou impedir ninguém de sair, vou apenas torcer", declarou.

Lula disse que terá conversas específicas com Haddad e com o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Na opinião do petista, o governo precisa ter nomes fortes para o governo de São Paulo e para o Senado por aquele Estado. Afirmou ver chances reais de ganhar ambas as disputas. As definições devem sair em março apenas.

O presidente disse que o ano de 2026 deve ser "tranquilo" do ponto de vista da governança, com a política mais "nervosa". Repetiu que gostava quando os adversários eram do PSDB, porque não tinha briga para além das eleições, mas declarou ter convicção de que o governo vai ganhar o pleito.

"Eu acho que vai ser um ano, do ponto de vista de governança, eu acho que não vai ser um ano complicado não, vai ser um ano mais tranquilo porque tudo que a gente tinha que aprovar já foi aprovado. Pode ser um ano mais nervoso na política", afirmou.

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Indicação de Messias para o STF

Lula comentou também a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, à vaga no Supremo Tribunal Federal e ressaltou que espera que o Congresso possa sabatinar o nome no início do ano que vem. O presidente negou que haja crises entre ele e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). "Quando temos problema, sentamos e resolvemos."

Lula disse que "apenas cumpriu o dever e direito de escolher um nome que eu entendo que é ideal para ser ministro da Suprema Corte". "Indiquei o companheiro Messias, que é uma pessoa altamente capacitada como advogado, é uma pessoa altamente capacitada na relação com a Suprema Corte e ele seria um motivo de orgulho muito grande para esse País", afirmou.

O presidente afirmou que "houve um problema" porque o Senado "queria indicar" o senador Rodrigo Pacheco ao STF. "É um companheiro que tem muito mérito, uma pessoa que eu gosto principalmente, que é uma pessoa que eu sonhei em fazer de ser candidato pra ganhar as eleições de Minas Gerais e ser governador das Minas Gerais. Mas aconteceu um imprevisto, não estava previsto, o Barroso se aposentou, então o companheiro Pacheco mudou de posição."

O chefe do Executivo disse "continuar" com o nome de Messias e apontou que vai "encaminhar a papelada toda" ao Senado. "Eu sei que a indicação não será mais votada este ano. Então, eu vou fazer com que, sabe, quando eu votar o recesso, o nome do Messias esteja lá e eu espero que haja votação", apontou.