Na cerimônia que marcou a sanção do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda, os discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foram no sentido de exaltar a sensibilidade do Congresso Nacional em ajudar na aprovação do texto.
Lula comentou que obteve a informação que de que no Brasil há mais pessoas andando por lojas do que comprando. Para o chefe de Estado, o projeto sancionado demonstra o que é a democracia. “Eu gosto da democracia porque ela permite a alternância de poder e não apenas a alternância de nomes, mas também a de classes sociais. Eu não quero tirar o filho da classe média da faculdade para colocar um negro, até porque o primeiro tem o direito de estar lá. Agora, eu quero dar oportunidade aos negros, aos pobres”, destacou.
O presidente salientou que o governo existe para dar chance aos invisíveis. “Governar para quem tem condições de fazer as coisas é fácil. Para quem pode mandar o filho para o exterior estudar, por exemplo. Normalmente, essas pessoas não precisam do governo. Eu tenho de buscar quem precisa do Estado. São os invisíveis, são os que não estão dentro do orçamento, que levantam todos os dias esperando por um milagre”, disse.