Política

Henrique Fontana confia em vitória do governo no Senado

Deputado federal criticou o que chamou de "golpe de estado" na Câmara

Henrique Fontana criticou acordo entre oposição e PMDB
Henrique Fontana criticou acordo entre oposição e PMDB Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP
O deputado federal gaúcho Henrique Fontana (PT) acredita que o governo conseguirá impedir no Senado o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que teve sua abertura autorizada pela Câmara dos Deputados em votação nesse domingo. Fontana criticou o que chamou de golpe de estado, mas ressaltou que o Planalto fará todos os esforços para reverter a situação junto aos senadores. “Nós vamos tentar rever isso no Senado. Tenho a confiança de que ainda poderemos reverter esse golpe que aconteceu ontem”, disse em entrevista à Rádio Guaíba.

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Henrique Fontana atacou os deputados que votaram pelo sim ao impeachment e disse que aprovação da abertura do processo se deu por um acordo para interromper as investigações da Operação Lava-Jato. “O que aconteceu ontem foi muito grave. Ainda tem uma última fase em que vamos trabalhar muito para reverter. O mais importante é falar do crime que se cometeu contra a democracia brasileira. Tivemos um acordo que envolveu diversos interesses e suprimiu a eleição direta do País”, afirmou.

“Um dos interesses que reuniu parte dos votos que tentaram eleger o (Michel) Temer presidente da República e Eduardo Cunha vice-presidente foi a expectativa de um acordo para bloquear parte das investigações sobre corrupção que estão em curso no país. Basta olhar o mapa da votação para se perceber que a ampla maioria dos deputados que estão não apenas na Lava-Jato, mas também em outras investigações, votou a favor do golpe. Eduardo Cunha não tomou a liderança desse processo para lutar contra corrupção”, ponderou.

Para encerrar, Henrique Fontana ainda fez críticas a partidos de oposição, sobretudo o PSDB. Ele disse que partido tucano articula o impeachment por saber que não conseguirá vencer a eleição presidencial de 2018.

“O 9José) Serra perdeu a eleição em 2002 para o Lula, o (Geraldo) Alckmin em 2006 também, depois o Serra perdeu novamente para a Dilma e agora o Aécio foi derrotado em 2014. Esses setores que apoiaram o golpe sempre estiveram nessas candidaturas derrotadas nessas eleições. A oposição percebeu que não venceria em 2018 pelo voto. Os candidatos que podem ganhar a eleição hoje pelo voto são Lula, Marina e Ciro Gomes. Duvido que o Aécio (Neves) ganhe uma eleição no voto, mas ele e o Serra querem ser ministros de um eventual governo Temer”, finalizou.