Um homem foi agredido, na noite deste sábado, durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava em prisão domiciliar, antes de ir para regime fechado preventivamente. Identificado como Ismael Lopes e evangélico, o homem pediu para discursar e foi autorizado pelo filho de Bolsonaro.
Com o microfone em mãos e ao lado de Flávio, ele disse que o ex-presidente deveria pagar por ter aberto 700 mil covas durante a pandemia de Covid-19. “Temos orado para que aqueles que abrem covas caiam nelas. Não mortos, porque não é isso que a gente deseja. A gente quer que sejam julgados e condenados pelo mal que fizeram. Como o seu pai, que abriu 700 mil covas durante a pandemia. Que seja julgado com o devido processo legal, tenha seu direito defesa, mas seja condenado e responda pelo crime que cometeu, assim como todos os aliados que compuseram essa horda de mal', afirmou.
Flávio Bolsonaro fez sinal para que os apoiadores não avançassem sobre o homem, mas ele teve o microfone tomado e foi empurrado para fora da aglomeração bolsonarista. Enquanto era afastado, recebeu pontapés. A vigília foi citada na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Convocado na sexta, o ato teria caráter religioso e serviria para reunir orações pela saúde de Bolsonaro e pela democracia, segundo Flávio. Para Moraes, entretanto, o ato tinha por objetivo dificultar a fiscalização das medidas cautelares impostas e da prisão domiciliar de Bolsonaro.