O ex-deputado Roberto Jefferson entregou ao Supremo Tribunal Federal o comprovante de que pagou pelo conserto da viatura da Polícia Federal que ele fuzilou em outubro de 2022. Na ocasião, agentes da corporação compareceram a sua casa em Levy Gasparian (RJ) para executar mandado de prisão.
O documento foi remetido ao ministro Alexandre de Moraes junto de um pedido de revogação da prisão preventiva do ex-deputado. Jefferson pagou R$ 39,6 mil pelo reparo de uma Trailblazer Premier 2.8 Turbo 4x4, que tinha blindagem no para-brisas e nas laterais. Ele foi cobrado a reparar os danos em junho, quando a PF concluiu a sindicância sobre o episódio que o levou à prisão em flagrante por tentativa de homicídio de policiais federais.
Segundo a PF, a ação 'livre e voluntária de disparar arma de fogo e lançar granadas causou 42 perfurações no veículo'. A defesa aproveitou a 'oportunidade' do pedido de revogação da prisão preventiva para apresentar ao STF o comprovante de pagamento do conserto. Ao depor, em outubro de 2022, ele afirmou que deu cerca de 50 tiros de fuzil no veículo e jogou três granadas contra a equipe que foi até sua casa. Jefferson é réu no STF por incitação ao crime, calúnia, homofobia e por tentar impedir ou restringir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício dos Poderes.