Política

Joaquim Barbosa é o novo presidente do STF

Ministro assume o cargo em novembro

Ministro assume a presidência da Corte em novembro
Ministro assume a presidência da Corte em novembro Foto : Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) escolheram Joaquim Barbosa como novo presidente da Corte. Foram nove votos favoráveis ao ministro e um para Lewandowski. Joaquim Barbosa assume o cargo em novembro. “Gostaria de agradecer a todos os colegas pela confiança de me eleger para o cargo de presidente da Corte, e (falar) da minha satisfação e elevada honra em ser eleito e futuramente exercer a presidência da Casa”, declarou Joaquim Barbosa, num breve pronunciamento.

O magistrado assumirá mandato de dois anos, a partir de novembro, quando o atual presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, se aposentará compulsoriamente ao completar 70 anos. O vice-presidente da Corte será o ministro Ricardo Lewandowski, revisor da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão.

Tradicionalmente, a presidência do STF é ocupada pelo ministro mais antigo da Casa que ainda não ocupou o cargo. Barbosa é ministro do STF desde 2003 e foi nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante quase 20 anos, atuou como procurador do Ministério Público Federal (MPF). 

Homem discreto, Barbosa, de 58 anos, tem uma biografia de luta: nasceu na pobreza, realizou os trabalhos mais simples para pagar seus estudos e conseguiu se formar nas melhores universidades internacionais. Hoje é doutor em direito público pela Sorbonne, onde obteve três diplomas de pós-graduação entre 1988-92 e fala francês, inglês, italiano e alemão.

Num país com a segunda maior população negra do mundo depois da Nigéria e com o maior abismo entre ricos e pobres, Barbosa sempre denunciou o racismo e a desigualdade. "A eleição de Barbosa é um fato histórico, é muito raro encontrar no Brasil negros em posições de poder, nem nas empresas, nem nas universidade, nem nos governos", declarou à AFP Marcelo Paixão, coordenador do Laboratório de Análises das Relações Raciais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Com informações da AFP

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