Política

Julgamento do caso Cachoeira deve levar um mês

Contraventor pode ser ouvido no segundo dia de audiência

O julgamento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e outros sete réus da operação Monte Carlo só deve ser concluído em 30 dias. A informação é do juiz federal Alderico Santos, responsável pela instrução do processo. Depois de ouvir as testemunhas e os réus, o magistrado ainda vai conceder prazo de 10 dias para as alegações finais. Alderico Santos abriu o segundo dia de audiência pedindo celeridade.

Nessa terça-feira apenas duas das 14 testemunhas arroladas foram ouvidas. "Quem atrasa julgamento só favorece a imprensa", disse o magistrado. "É de minha natureza fazer julgamentos rápidos", falou. O juiz ressaltou que não cede aos apelos da opinião pública: "Separo a pessoa jurídica da pessoa física. Decido de acordo com a minha consciência".

Santos solicitou aos advogados de defesa que analisassem a necessidade de ouvir todas as testemunhas de abonação. "Você não precisa trazer alguém para dizer que é gente boa. A presunção da inocência é constitucional", salientou. Ney Telles, advogado de Wladimir Garcêz, decidiu dispensar cinco testemunhas de defesa.

Ainda não está confirmado se Cachoeira será ouvido nesta quarta-feira, no segundo dia de audiência. O contraventor chegou ao prédio onde é realizado o julgamento por volta das 8h. Sua mulher, Andressa Mendonça, também acompanha os depoimentos. Primeiro a depor hoje, o agente da Polícia Federal (PF) Renato Peixoto destacou que não produziu qualquer relatório de encontros fortuitos.

A defesa dos réus tenta anular as escutas telefônicas obtidas pela PF na operação Monte Carlo. Peixoto começou a trabalhar na operação em marco de 2011 e era responsável por monitorar Cachoeira e Gleyb Ferreira. Depois dele, começou a depor o agente da PF Daniel Guerra, última testemunha de acusação.

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