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Os defensores um terão até uma hora cada para sustentar a defesa de seus clientes. Entre os réus que serão defendidos, o empresário Cristiano Paz responde por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas. O advogado Rogério Tolentino responde por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa. A ex-diretora financeira da SMPB, Simone Vasconcelos, e a ex-gerente financeira da mesma empresa de publicidade, Geiza Dias dos Santos, respondem por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas e corrupção ativa. A ex-presidenta do Banco Rural, Kátia Rabello, responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.
No primeiro dia da defesa, advogados sustentam que não houve mensalão
No primeiro dia dedicado à exposição da defesa dos réus, o advogado José Luis Oliveira Lima, que defende José Dirceu, pediu a absolvição do cliente por falta de provas. Luiz Fernando Pacheco, defensor de José Genoino, negou a participação do ex-presidente do PT nas finanças do partido. Arnaldo Malheiros Filho, que defende Delúbio Soares, admitiu a existência de caixa dois, mas negou corrupção. O advogado Marcelo Leonardo, que defende Marcos Valério, confirmou que os recursos movimentados pelo esquema eram para caixa dois de campanha eleitoral e não para compra de apoio parlamentar. Por fim, Hermes Vilchez Guerrero, que defende o publicitário Ramon Hollerbach, que era sócio de Marcos Valério, negou a participação do cliente no esquema.
José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares respondem aos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. O empresário Marcos Valério e o sócio dele respondem por corrupção ativa, formação de quadrilha, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Pelo cronograma do STF, a fase da defesa acaba no próximo dia 15. Mas há a hipótese, caso haja atraso, de incluir mais advogados em cada dia.
O mensalão
O mensalão foi o maior escândalo político do governo Lula. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), trata-se de um esquema montado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprar apoio de parlamentares e saldar dívidas de campanha com dinheiro não contabilizado, o chamado caixa 2. A acusação entende que pelo menos quatro partidos – PT, PP, PL (hoje PR) e PTB – foram beneficiados com o esquema, além da contrapartida para empresários e funcionários de instituições financeiras.
Trinta e oito nomes são réus do processo do mensalão. Os ministros do STF se esforçam para que o caso seja julgado por todos, uma vez que em setembro o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.
Com informações da Agência Estado e Agência Brasil