Política

Julgamento do mensalão no Supremo entra no quarto dia

A exemplo de ontem, advogados de cinco réus terão uma hora para defesa

O julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), entra nesta terça-feira no quarto dia, o segundo da fase de defesa dos réus. A exemplo dessa segunda-feira, serão cinco defesas: de Cristiano Mello Paz, empresário e sócio de Marcos Valério de Souza; Rogério Lanza Tolentino, advogado ligado a Marcos Valério; Simone Reis Lobo de Vasconcelos, ex-diretora financeira da empresa de publicidade SMPB; Geiza Dias dos Santos, ex-gerente financeira da SMPB; e Kátia Rabello, ex-presidenta do Banco Rural.

Como ontem, os advogados terão até uma hora para defenderem seus clientes. Porém, poucos usaram o tempo máximo. A maioria fez sua defesa em cerca de 45 minutos. A base da sustentação dos advogados foi a inexistência do esquema do mensalão. O advogado do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, José Luís Oliveira Lima, disse que não há provas contra seu cliente.

Entre os réus que serão defendidos hoje, o empresário Cristiano Paz responde por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas. O advogado Rogério Tolentino responde por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa.

A ex-diretora financeira da SMPB, Simone Vasconcelos, e a ex-gerente financeira da mesma empresa de publicidade, Geiza Dias dos Santos, respondem por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas e corrupção ativa. A ex-presidenta do Banco Rural, Kátia Rabello, responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.

Pelo cronograma do STF, a fase da defesa acaba no próximo dia 15. Mas há a hipótese, caso haja atraso, de incluir mais advogados em cada dia. Por enquanto, são cinco clientes defendidos por dia.

A disposição dos ministros é que todos possam participar do julgamento. É que em setembro, o ministro Cezar Peluso completa 70 anos e se aposenta da magistratura.

Na sexta-feira, durante cerca de cinco horas, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a condenação de 36 dos 38 réus. O ex-ministro da Comunicação Social da Presidência da República, Luiz Gushiken, e o assessor do PL (atual PR), Antonio Lamas, foram excluídos da condenação por falta de provas.

Gurgel disse que a justa aplicação de penas marcará um “paradigma histórico”. Para cada situação, o procurador apontou um crime. Os delitos citados na denúncia, variando conforme o réu, são formação de quadrilha (um a três anos de prisão), corrupção ativa e passiva (dois a 12 anos cada), peculato (dois a 12 anos), evasão de divisas (dois a seis anos), gestão fraudulenta de instituição financeira (três a 12 anos) e lavagem de dinheiro (três a dez anos). Alguns crimes, segundo o procurador, foram cometidos várias vezes e, por isso, alguns réus respondem a dezenas de acusações.

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