Antes de sessão ser interrompida no dia 3 de agosto, Lewandowski disse que os administradores do Banco Rural fizeram crer que a situação financeira da instituição era melhor do que mostrava a realidade e que as empresas SMP&B e Grafitti, de Marcos Valério, não demonstraram capacidade de pagar os empréstimos adquiridos. “Me parece que houve aqui, não um empréstimo, mas um negócio de pai para filho. Os valores emprestados eram incompatíveis com a capacidade financeira do tomador dos empréstimos", avaliou.
Antes, o ministro-relator, Joaquim Barbosa, já tinha condenado os quatro réus por gestão fraudulenta de instituição financeira. "Em divisão de tarefas típicas de uma quadrilha, (os réus) atuaram intensamente na aprovação de empréstimos bancários", disse Barbosa ao anunciar o seu voto.
Com a finalização da manifestação de Ricardo Lewandowski, o julgamento segue para votação dos ministros da Corte, por ordem decrescente de antiguidade. A próxima a se manifestar será a ministra Rosa Weber. Esta é a segunda etapa do processo – são sete, no total –, que envolve 37 réus. O julgamento começou com 11 ministros, mas como Cezar Peluso deixou a Corte ao se aposentar compulsoriamente na última sexta-feira, agora o STF tem dez integrantes.