Política

Lima Veiga defende relação entre MP e Polícia Civil

Novo procurador-geral de Justiça toma posse na tarde desta segunda-feira

Lima Veiga defende relação entre MP e Polícia Civil
Lima Veiga defende relação entre MP e Polícia Civil Foto : Julianne Maia / MPRS / CP
O novo procurador-geral de Justiça do Estado, Eduardo de Lima Veiga, concedeu uma entrevista na tarde desta segunda-feira, antes de ser empossado no comando do Ministério Público. Em uma conversa com a imprensa, Lima Veiga falou sobre suas prioridades e admitiu que existem atritos entre o órgão e a Polícia Civil, mas que eles devem ser minimizados. Para o procurador, as duas instituições devem trabalhar juntas.

Lima Veiga preferiu não se pronunciar a respeito das suspeitas de irregularidades no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e adiantou apenas que o MP estará presente nos trabalhos. “Caberá a nós, num segundo momento, a avaliação tanto para uma possível ação civil pública quanto para ações penais. Então, nós estaremos participando de alguma forma”, explicou.

Além de Lima Veiga, serão empossados os novos subprocuradores-gerais de Justiça Ivory Coelho Neto (Jurídico), Daniel Sperb Rubin (Administrativo) e Marcelo Dornelles (Institucional) - que já foi presidente da Associação do Ministério Público (AMP/RS). A promotora de Justiça Isabel Guarise Barrios Bidigaray será a chefe de gabinete.

Perfil

Eduardo de Lima Veiga, de 48 anos, nasceu em Uruguaiana, é casado com Joseane e é pai de Eduardo. Formou-se pela Faculdade de Direito da Ufrgs e tem pós-graduação lato sensu pela Universidade George Washington, nos Estados Unidos. Ingressou no Ministério Público em 1989, passando por Guaíba, Uruguaiana e Porto Alegre.

Na Capital, atuou como Promotor de Justiça Assessor na Procuradoria de Prefeitos e Fundações e na Assessoria Jurídica do Procurador-Geral de Justiça. Após, classificou-se como 11º Promotor de Justiça Criminal, com atuação no Segundo Juizado Especial Criminal da Capital. Promovido a Procurador de Justiça, atuou na área cível e como coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal. Foi subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais.

Além das atividades profissionais no Ministério Público, Veiga foi professor de Direito Penal na Unisinos, de Direito Civil e Direito Penal na PUC Uruguaiana e de Processo Penal na Escola Superior da Magistratura Federal. Integrou-se ao Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) e à Estratégia Nacional de Combate a Corrupção e a Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).

Antes de ser eleito Procurador Geral, atuava como 18º Procurador de Justiça Criminal, na 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, era membro do Conselho Superior do Ministério Público e do Órgão Especial do Colégio de Procuradores.

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