Política

Lindbergh diz que história reconhecerá impeachment como golpe parlamentar

Senador petista fez duras críticas a PMDB e PSDB, "sócio minoritário de um governo falido"

Senador petista fez duras críticas a PMDB e PSDB, "sócio minoritário de um governo falido"
Senador petista fez duras críticas a PMDB e PSDB, "sócio minoritário de um governo falido" Foto : Marcelo Camargo / ABr / CP
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou o impeachment da presidente Dilma Rousseff como um “golpe parlamentar”. “Para a história de nosso país, isso aqui vai passar como um golpe parlamentar", disse o senador. "A maioria da população vai reconhecer isso aqui como um golpe". Durante sua fala, o senador chamou o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o vice-presidente Michel Temer e Aécio Neves de “capitães do golpe”.

No seu discurso, o senador criticou durantemente e oposição que, segundo ele, “não teve lealdade com a Constituição” de 1988 e centrou suas críticas no PSDB que, segundo ele, não reconheceu o resultado das eleições presidenciais de 2014. “48h depois da vitória da presidenta Dilma, o PSDB recorreu ao TSE pedindo a recontagem dos votos. Seis dias depois fizeram um ato em São Paulo com pessoas pedindo o impeachment da presidente Dilma. Depois pediram que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) diplomasse o candidato Aécio Neves como presidente da República”, disse.

Lindbergh reforçou que o PSDB foi o “principal derrotado” no processo de impeachment. ”O senador Aécio, em junho [do ano passado] tinha 35% das intenções de voto e agora tem 17%”, disse. O PSDB será sócio minoritário de um governo falido que vai ser o governo Michel Temer”. O senador garantiu também que o PT não reconhecerá a legitimidade de um eventual governo Temer, caso a presidenta Dilma Rousseff venha a ser afastada. “Não vamos reconhecer um governo Temer. Ele é um golpista. Nós vamos fazer uma dura oposição, não vamos aceitar retirada de direitos de trabalhadores e das conquistas sociais garantidas durante nosso governo”, disse.

Lindbergh lembrou o golpe militar de 1964 que resultou na deposição do presidente João Goulart. Na ocasião, a mídia tentou legimimar o golpe como algo democrático”, argumentou Farias lendo manchetes de jornais da época. O senador alfinetou o senador Aécio Neves, ao citar o seu avô, Tancredo Neves, que teve papel ativo na luta pela redemocratização do país. Lindbergh disse que o político mineiro nunca se posicionou favorável a “um golpe”. Ao final, o senador dirigiu a palavra a Dilma e disse que Dilma deveria sair do Planalto com a “cabeça erguida”. “Presidenta saia amanhã daquele palácio de cabeça erguida, porque a história lhe absolverá com toda a certeza como a história deu razão a Getúlio Vargas, a Juscelino Kubtschek e a João Goulart”.