Fux votou também pela condenação de Valdemar da Costa Neto (PL, atual PR), Jacinto Lamas (PP) e Carlos Alberto Rodrigues (PL). José Borba (PMDB), Roberto Jefferson (PTB), Romeu Queiroz (PTB) e Emerson Palmieri (PTB) também foram condenados. Fux pediu apenas a absolvição de Antônio Lamas, assim como os demais ministros.
Mais cedo, a ministra Rosa Weber condenou dez réus por corrupção passiva, entre eles o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), delator do mensalão. Na sequência votam os ministros Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto. Trata-se da primeira parte do capítulo 6 da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), sobre as acusações de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro de políticos da base aliada ao governo Lula entre 2003 e 2004.
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Para Fux, não há dúvida de que houve o pagamento de "vultosas quantias à cúpula dessa agremiação partidária". O ministro considerou que os repasses tinham por objetivo garantir "apoio de natureza política". Ele ressaltou que os integrantes do partido tinham capacidade de influenciar suas bancadas, confirmando, ainda que indiretamente, a tese do Ministério Público de que o propósito dos repasses seria garantir apoio a projetos de interesse do governo Lula.
O julgamento da segunda etapa do capítulo 6 só deve ser iniciado na próxima segunda-feira. Nessa parte, figuram os réus ligados a Marcos Valério e ao PT. Depois, o STF terá que analisar mais três capítulos: o sétimo, sobre lavagem de dinheiro, envolvendo integrantes do PT e um ex-ministro dos Transportes; o oitavo, sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro, envolvendo o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, e o segundo, sobre formação de quadrilha.
Com informações da Agência Brasil