Política

Lula defende que ONU assuma parte de financiamento de missão de segurança no Haiti

Lula recebe chefes de Estado e representantes de 12 países da região

Lula discursou na abertura da reunião da Cúpula Brasil-Caribe, no Itamaraty.
Lula discursou na abertura da reunião da Cúpula Brasil-Caribe, no Itamaraty. Foto : Ricardo Stuckert/PR /CP

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta sexta-feira, 13, que a Organização das Nações Unidas (ONU) assuma ao menos parte do financiamento da missão multinacional de segurança no Haiti. Também criticou outros países por agir com 'abandono e indiferença' com os haitianos. A declaração se deu na abertura da reunião da Cúpula Brasil-Caribe, no Itamaraty.

Lula recebe chefes de Estado e representantes de 12 países da região. 'Em minha recente visita à França, afirmei em diferentes ocasiões que o Haiti não pode ser punido eternamente por ter sido o primeiro país das Américas a se tornar independente. Se ontem a punição veio sob forma de indenizações injustas e ingerência externa, hoje se reflete em postura de abandono e indiferença', afirmou o presidente brasileiro. E cobrou: 'É preciso que a comunidade internacional se engaje em prol de um plano nacional de desenvolvimento para o país.

O Brasil apoia que a ONU assuma parte do financiamento da missão multinacional de segurança ou a converta em uma operação de paz. A Polícia Federal brasileira vai iniciar nos próximos meses o treinamento que oferecerá a 400 membros da polícia nacional haitiana.'

O presidente citou que o lema da reunião é 'Aproximar para Unir' e que ele vem do discurso que fez na Cúpula Brasil-Caricom em 2010. Segundo ele, 15 anos depois, esse lema se mantém atual e 'traduz um desafio inacabado'. 'Ao longo desse período, nossa relação oscilou entre momentos de avanço, estagnação e retrocesso. Nosso intercâmbio comercial diminuiu 30% desde então. Tínhamos um fluxo de mais de US$ 6 bilhões que agora gravita em torno de US$ 4 bilhões', declarou.

Lula voltou a repetir que os países ricos precisam pagar os países em desenvolvimento, principalmente por causa da agenda climática. Segundo ele, 'cabe aos países ricos fazerem frente às suas responsabilidades para que o Sul Global possa avançar em ritmo compatível com suas circunstâncias'.

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