O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou nesta segunda-feira, 21, luto oficial de sete dias em homenagem ao papa Francisco. Em nota, Lula manifestou pesar pela morte e relembrou os encontros que teve com o líder da Igreja Católica.
“Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça”, afirmou.
O presidente ainda destacou o papel humanitário do pontífice enalteceu sua “coragem e empatia” ao trazer para o Vaticano temas urgentes como as mudanças climáticas e a desigualdade. “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”, concluiu.
A humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo. O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos.
— Lula (@LulaOficial) April 21, 2025
Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o argentino Jorge… pic.twitter.com/bwCCXwrtJN
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o pontífice inspira o mundo a encontrar convergências e fez história ao “inaugurar um novo tempo para a Igreja”. Para Alckmin, a simplicidade e o humanismo do argentino são legados marcantes de um sacerdócio vivido “como vocação para a universalidade cristã”.
"É com grande tristeza que o mundo recebe hoje a notícia do falecimento do Papa Francisco. Sua simplicidade e seu humanismo são legados marcantes de um sacerdócio vivido como vocação para a universalidade cristã, que nos inspira a encontrar convergências, onde quer que se insista em divisões”, afirmou o vice-presidente em post na rede social X.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou Francisco como “luz eterna”. “O papa Francisco foi um grande defensor do acesso gratuito à saúde, durante toda a pandemia ergueu sua voz em favor da vacina contra o negacionismo, orou pelos doentes, pelos médicos e por todos os profissionais da saúde”, escreveu na rede social X.
Na publicação, Padilha conta que conheceu o papa durante uma visita ao Rio de Janeiro. “Francisco fez questão de visitar o nosso querido SUS - estivemos juntos em uma unidade de saúde que implantamos durante minha primeira gestão no Ministério da Saúde”, disse. “Hoje nos despedimos de Francisco, que, como São Francisco de Assis, pregou o Evangelho com a própria vida. Que sua luz continue a iluminar os caminhos da Igreja. Descanse em paz, papa Francisco.”
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também contou que conheceu Francisco, que identificou como “homem simples e de gestos grandiosos” e que liderou a Igreja Católica com humildade, resiliência e amor. “Hoje, todo o mundo chora a morte do papa Francisco. Que seja eterna sua memória e contribuição para um mundo mais justo e fraterno”, afirmou.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, citou que o pontífice “pautou sua vida na construção de uma Igreja mais acolhedora, amorosa e de olhos voltados aos mais humildes, como ensinou Jesus”.
Segundo ele, Francisco deixa como lição “a prática da simplicidade e do amor generoso por aqueles que mais precisam”.
- Eduardo Leite lamenta morte do papa Francisco: “Deixa um legado único”
- Morte do papa Francisco: as reações pelo mundo
- Francisco: papa reformista e crítico ao neoliberalismo que ouviu os marginalizados
O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi outro integrante do governo Lula que lamentou a morte de Francisco. “Um líder espiritual que marcou o mundo com sua fé, humildade e compromisso com os mais vulneráveis”, classificou. “Seu legado de compaixão, diálogo e paz permanecerá entre nós.”
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também se pronunciou sobre o falecimento do argentino. Ao postar fotos com o papa, o deputado disse que Francisco marcou a história da Igreja Católica. “Uma referência de humanismo, de bem querer com os mais necessitados e de grande compromisso com a vida.”
Francisco morreu nesta segunda-feira em Roma, menos de um mês após deixar o hospital, onde ficou internado para tratar de uma pneumonia dupla. Um dia antes da morte, ele apareceu em público no Vaticano em uma missa de Páscoa, quando fez a última saudação aos fiéis.
👉🏼Veja ainda
- Confira datas importantes na vida do papa Francisco
- Sé Vacante, Conclave e fumaça branca: Quais são os próximos passos após a morte do Papa