Política

Lula fala de massacre de judeus na Alemanha nazista após Flávio chamá-lo de antissemita

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente deixou de condenar o Hamas para atacar Israel

Declaração de Lula foi feita em seu perfil no X, em referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
Declaração de Lula foi feita em seu perfil no X, em referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto Foto : Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 27, em publicação no X, que o autoritarismo e os discursos de ódio foram peças utilizadas pela Alemanha nazista para promover o massacre de milhões de judeus. A postagem de Lula foi em referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

"Hoje - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto - é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano. E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída", disse Lula no X.

O presidente ainda destacou que, em seu primeiro mandato, em 2004, assinou uma petição enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que instituiu 27 de Janeiro como a data em lembrança das vítimas do Holocausto. Segundo ele, o dia busca relembrar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade aos milhões de famílias destruídas.

"Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações", declarou.

O dia 27 de Janeiro foi escolhido por ser nesta data, em 1945, em que o maior campo de extermínio nazista, Auschwitz-Birkenau, foi libertado pelas tropas soviéticas. Na instalação nazista, localizado no sul da Polônia, foram mortas entre 1,3 milhão e 3 milhões de pessoas.

Narrativa da oposição busca ligar Lula a antissemitismo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, chamou nesta terça-feira, 27, o presidente Lula de antissemita. Os dois devem disputar a Presidência neste ano.

O parlamentar afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo.

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Flávio, que se apresentou como candidato, disse que se alinhará a Israel, caso seja eleito. Numa indireta a Lula, o senador afirmou que o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel.

Em 2024, o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, afirmou que o presidente Lula é considerado persona non grata em Israel até que ele se desculpe pelas declarações em que compara a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus feito pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler, entre 1933 e 1945.