Política

Manifestação contra concessão do bloco 1 reúne lideranças políticas

Prefeitos do Vale do Paranhana encabeçaram o movimento

Manifestantes percorreram trecho da ERS-239 até a ERS-115
Manifestantes percorreram trecho da ERS-239 até a ERS-115 Foto : Paul Silva / Divulgação / CP

Prefeitos, vices, vereadores, lideranças políticas e empresariais, e representantes de entidades marcaram presença em manifestação, nesta quinta-feira, que pedia a suspensão do processo de concessão do chamado ‘bloco 1’ de rodovias. O movimento foi organizado por gestores das sete cidades do Vale do Paranhana, que reivindicam mais diálogo com o governo do Estado para debater o modelo de repasse à iniciativa privada.

Entre os principais pontos criticados pelos prefeitos está o valor da tarifa (de 0,21 por km) e o número de pórticos de pedágio. Dos 23 pontos de cobrança a serem instalados com a concessão, 15 são em municípios e rodovias de acesso à região.

Durante o protestos, os manifestantes percorreram trechos da ERS-239, em Taquara, até a ERS-115. As rodovias servem de rotas de entrada e saída das cidades e de escoamento de produção. Elas integram o conjunto das oito estradas que formam o bloco.

O prefeito de Igrejinha, Leandro Horlle (PP), que preside a Ampara (Associação dos Municípios do Vale do Paranhana), afirmou que a manifestação serviu para endossar a rejeição ao projeto da forma que está posto. “Até agora, eu não encontrei uma pessoa que defendesse o modelo do governo do Estado”, comentou.

Segundo Horlle, o encontro reuniu um contingente considerável de pessoas, incluindo àquelas que não puderam participar da audiência pública, na última quinta-feira, e cujo volume de participantes também registrou um quórum alto.

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No início da semana, a Ampara encaminhou um ofício ao Piratini solicitando uma reunião com o governador Eduardo Leite (PSD) para tratar da questão, mas ainda não obteve retorno.

Em nota, a secretaria de Reconstrução, que coordena as concessões de rodovias, afirmou que “respeita as posições contrárias ao bloco 1”. Mas justificou o repasse à iniciativa privada como uma forma de garantir os investimentos e “garantir fluidez, mais desenvolvimento econômico e menos acidentes para todos as regiões”.