A ex-deputada Manuela D’Ávila é uma das principais apostas da esquerda para o Senado em 2026. Ela está sem mandato desde 2019 e, no ano passado, deixou o PCdoB. Em março, foi convidada a se filiar ao PSol. Em abril, ao PT. Nas conversas que manteve nas duas legendas, disse que só vai tomar uma decisão no final do ano.
Enquanto não se decide oficialmente, a ex-deputada segue popular nas redes sociais, o que lhe confere ainda mais valor dentro de uma esquerda apontada com frequência como analógica. Ela tem dois milhões de seguidores no Instagram, 1,5 milhão no X e 462 mil no TikTok.
Manuela também aumentou suas ações como ativista e empresária. Desde que se afastou dos mandatos eletivos, após a disputa pela prefeitura de Porto Alegre em 2020, dedica mais tempo ao instituto que havia criado dois anos antes para combater fake news e violência política de gênero.
Nas eleições de 2022 e 2024 foi contratada como consultora por campanhas no RS e em outros estados. Agora, após o início das articulações para o Senado, lançou um podcast focado em temas relevantes para mulheres. Nele, pretende deixar explícita outra característica tida como valiosa no campo político à esquerda: a capacidade de dialogar com o centro e a direita sobre pautas de interesse da sociedade.
Lideranças do PT que a querem no Senado acreditam que Manuela, além do primeiro ou segundo voto da esquerda, possui condições para se tornar tanto a primeira como a segunda opção de uma fatia dos eleitores que se identificam como de centro.
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