Eleito para o Senado em 2018 com uma votação expressiva (2.316.365 votos), Luis Carlos Heinze (PP), em tese, tem a preferência se desejar disputar a reeleição para a vaga. Ele, inclusive, confirma que pretende concorrer novamente ao cargo.
De público, dirigentes e lideranças progressistas confirmam que o senador tem prioridade, e que sua vontade será levada em conta. Mas, nos bastidores, o partido trata de outros nomes, com sua substituição na chapa. Na direção partidária, o trabalho é para evitar que as disputas internas escalem.
Pesa contra a pretensão de Heinze seu desempenho nas eleições de 2022. Naquele ano, ele insistiu em disputar o Palácio Piratini e acabou o primeiro turno em quarto lugar, com 271.540 votos, pouco mais de 10% do que havia obtido para o Senado quatro anos antes.
Outro empecilho são as tratativas para uma coligação. O PP é considerado aliado estratégico tanto pelo MDB como pelo PL. Mas, no núcleo que articula a chapa de Gabriel para o governo e Leite ao Senado, é descrita como “sem chance” uma dobradinha do governador com Heinze para as duas vagas da Câmara Alta. Com o PL a dificuldade é outra: a sigla tem proximidade ideológica com Heinze. Mas já há uma espécie de excesso de nomes na chapa.
O PP reflete ainda sobre o Senado porque projeta que Leite tem potencial para se tornar, além da primeira opção do eleitorado que não se considera nem petista/lulista e nem bolsonarista/de direita, a segunda escolha tanto de parte dos eleitores de esquerda como dos de direita.
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