Octávio é suspeito de participação em um esquema de corrupção de agentes públicos para a concessão de alvarás, investigado pela Polícia Civil do DF na Operação Átrio, deflagrada em novembro do ano passado.
A operação desvendou um esquema de pagamento de propina para a liberação de alvarás. Na ocasião, a Justiça autorizou a prisão temporária dos administradores das regiões de Águas Claras, Carlos Sidney de Oliveira, e de Taguatinga, Carlos Alberto Jales.
Paulo Octavio, segundo a Polícia Civil, pagou propina para conseguir liberar alvarás para seus empreendimentos. A defesa do ex-vice-governador alega, no entanto, que ele sempre colaborou com as investigações e não haveria motivo para a prisão.
Além de suspeito de participação no esquema investigado pela Operação Átrio, Octavio é réu no processo relativo ao chamado mensalão do DEM, que levou à prisão o ex-governador José Roberto Arruda. O esquema consistia no pagamento de mesada a distritais da base aliada durante o governo de Arruda.
A defesa do empresário alega que o pedido de prisão, decretada pela Justiça do DF, é “esdrúxulo”, e foi expedido sem motivos que o justifiquem.