Política

Ministro: empresas se estabeleceram após Bolsonaro acabar com revalidação

Wolney Queiroz Maciel afirmou que firmas investigadas na operação contra fraudes no INSS foram instituídas com o fim da revalidação dos descontos em benefícios

Segundo ministro, "fraude no INSS não começou agora, mas terminou neste governo"
Segundo ministro, "fraude no INSS não começou agora, mas terminou neste governo" Foto : Fotográfo/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, afirmou nesta quinta-feira que as empresas investigadas na Operação Sem Desconto - que investiga as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - se estabeleceram após o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, acabar com a revalidação dos descontos em benefícios. Segundo ele, a partir daí, as empresas “100% fraudulentas se sentiram livres para passar uma enormidade de descontos não autorizados”.

"Nesse interregno, entre 2019 e 2022, que o ladrão entra na casa. Por que eu digo que o ladrão entra na casa? Porque o fim da revalidação e a expectativa anterior que houvesse a revalidação, fez com que cerca de onze empresas novas se credenciassem no INSS. Essas empresas que agora descobrimos que eram 100% fraudulentas. A maior parte delas se estabeleceu nesse período. Nesse período, elas se estabeleceram, alcançaram o credenciamento, que é o Acordo de Cooperação Técnica com o INSS, e começaram a operar”, relatou.

Após implicar o governo Bolsonaro nas fraudes, Wolney destacou que “foi um órgão do governo (a Controladoria-Geral da União) que mandou chamar a polícia para apurar o saque que estava acontecendo das associações fraudulentas no bolso dos aposentados e pensionistas”. “'Houve uma resposta firme do governo, deflagrando a Operação Sem Desconto pela Polícia Federal e CGU, em abril de 2025, mostrando uma tolerância zero. O governo agiu prontamente para identificar os responsáveis e proteger os beneficiários”, frisou, destacando medidas como a suspensão imediata e o bloqueio total dos descontos.

O ministro deu ênfase, por exemplo, ao bloqueio de R$ 2,56 bilhões para início do ressarcimento a aposentados - valores que foram bloqueados preventivamente pelo INSS e devem ser devolvidos para os beneficiários em breve. Segundo Wolney, a “fraude no INSS não começou agora, mas terminou neste governo” e haverá punição aos envolvidos na fraude.

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O ministro da Previdência participou de sessão da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado para prestar informações sobre as fraudes relacionadas a descontos não autorizados por aposentados e pensionistas do INSS. O pedido de audiência foi feito pelos senadores Sergio Moro (União-PR), Dr. Hiran (PP-RR), Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos Rogério (PL-RO).